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Sombras, redes e flores: o lado verde da Unit que inspira e acolhe

Com ambientes arborizados e áreas de convivência ao ar livre, o Campus Farolândia favorece o descanso, os estudos e a saúde mental de alunos e colaboradores

às 14h46
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Em meio à correria das atividades acadêmicas e profissionais, somada às pressões e cobranças impostas pelas provas, avaliações e obrigações diárias a serem cumpridas, é natural que cada pessoa busque um local e um momento do dia para relaxar, respirar, limpar a mente e aliviar as tensões. No Campus Farolândia, da Universidade Tiradentes (Unit), esses locais são as áreas de vivência, com plantas, árvores, com muita sombra, brisas frescas e belezas de encher os olhos. Este contato com a natureza funciona para muitos como “um santo remédio” para a mente, e para outros como um momento necessário do dia para o descanso. 

Alguns desses ambientes de integração podem ser encontrados nos espaços em frente aos blocos F e G, junto à saída do Minishopping, no pergolado ao lado da Biblioteca Central Jacinto Uchôa de Mendonça e no largo entre o prédio do Espaço Dona Nena e a primeira quadra do Complexo Esportivo Valquírio Correia Lima. Destaca-se também o espaço construído recentemente próximo ao Complexo, onde está o quiosque do Brasa Restaurante. Ali, foi montada uma área de descanso onde alunos e colaboradores podem se deitar em redes armadas no local – e até mesmo tirar um cochilo. E até mesmo as ruas por dentro do Campus, que dão acesso aos prédios, blocos e espaços, possuem grandes árvores e outras plantas ao longo da sua extensão, proporcionando a quem passa um caminho de sombra e ar fresco. 

Todos estes espaços contribuem com um melhor acolhimento da Unit aos alunos e visitantes, pois oferecem um espaço de convivência agradável e promovem a sensação de pertencimento e conexão com a comunidade universitária. “Podem ser utilizados para atividades de lazer e estudo, tornando a experiência universitária mais agradável”, atesta a assistente social Gilmara Rezende Cardoso Xavier, coordenadora do Núcleo de Apoio Psicológico e Psicossocial (Napps).

Um estudo mais leve

Muitos alunos preferem estes locais para fazer momentos mais concentrados de leitura e de estudo, podendo até mesmo levar seus livros e computadores. É o caso da estudante Cibelle Monique Freitas Vitor, que está no quarto período de Nutrição e costuma estudar no pergolado da Biblioteca. “Eu gosto porque eu acho confortável o ambiente, e que as plantas quebram um pouco o que a gente associa a estudo, que é sempre uma coisa pesada, chata. Esse ambiente torna tudo mais leve. Quando eu vou para um ambiente tipo biblioteca, eu me concentro mais, porque é mais fechado. Aqui eu consigo continuar centrada, mas de forma mais leve, e fica mais prazeroso estudar”, compara ela.

As colegas Maria Hortência Tavares Santos e Paula Samara Santos Oliveira, ambas do nono período de enfermagem, preferem estudar no mesmo local por causa do silêncio em relação às outras áreas mais movimentadas do Campus. “Vim pra cá porque a gente não tem barulho. Aqui é um lugar mais de harmonia, de paz pra estudar e fazer os trabalhos. Temos muita tranquilidade até pra entender o assunto das aulas e os trabalhos. O bom é que aqui na Unit tem muita área pra você escolher onde vai estudar”, afirmam elas. 

O aluno João Flávio Ferreira Fontes, do sexto período de Psicologia, conheceu o espaço das redes há pouco tempo, mas já o escolheu como um de seus locais preferidos para descansar e conversar com as amigas nos intervalos entre uma atividade e outra. “Eu gosto de ficar em um ambiente aberto, bem confortável, ventilado, fresco. E que também não seja quente. Eu acredito que a gente pode trazer nossas redes, só que tem as redes daqui, que a gente prefere usar e também são confortáveis. Eu consigo sair daqui bem descansado e disposto pra fazer as minhas obrigações que eu tenho depois daqui”, diz ele. 

Outros aproveitam para almoçar em grupo com os colegas, aproveitando a comida trazida de casa ou o lanche comprado momentos antes. A consultora Isabela Darlin Lisboa Ferreira, do Departamento Comercial da Unit, está entre as que gostam de almoçar em grupo com as colegas no pergolado. “É uma área que eu gosto de frequentar porque a gente sai um pouco das telas do computador no celular e vem ficar no ambiente, conversando com as amigas, almoçando em um ambiente florido. Relaxo, saio um pouco do ar condicionado e pego um ventinho natural. Gosto dessa área porque têm mais flores, mais plantas, é um ambiente mais natural”, defende ela, acrescentando que o almoço no local também é um momento de fazer “uns papos de costura” com as amigas. E o que será que costuram? “Muitas conversas…”, divertem-se elas, aos risos. 

A mente agradece

A existência destes ambientes naturais e arborizados dá uma contribuição importante para o bem-estar emocional e mental de quem trabalha ou estuda no campus, o que acontece de várias maneiras. Segundo a professora Jamille Figueiredo, coordenadora do curso de Psicologia da Unit, o ambiente onde cada pessoa está é capaz de influenciar e interferir na saúde mental dela, seja de forma positiva ou negativa. 

“É sabido que o clima e a estrutura do ambiente em que a gente está influencia muito a saúde mental, porque ela não é um fenômeno que acontece apenas na nossa dimensão interna, ou intrapsíquica como nós da Psicologia chamamos. A saúde mental é uma construção, uma relação entre o indivíduo e o seu ambiente, sendo que o indivíduo impacta e constrói esse ambiente e também é construído e influenciado por ele. Sabe-se que esses ambientes proporcionam um maior contato com a natureza, cuidados com higiene, com menor exposição a ruídos e que possam promover uma maior possibilidade de interação entre as pessoas e também de relaxamento, que é bastante importante”, explica Jamille. 

Outra característica importante desta interferência é o estímulo da convivência entre as pessoas. “Esse convívio social é fundamental porque ele constitui as nossas redes sociais de apoio. Através dessa interação é que a gente consegue suporte, apoio para lidar com situações adversas. A gente consegue um apoio material, instrumental. É alguém que também nos ensina a fazer alguma coisa que a gente não sabe,e que ajuda com esse conforto emocional. Também nos divertindo, distraindo e favorecendo essa construção dessa relação positiva com a própria instituição. É a gente gostar de estar aqui, de estar nesse espaço que a gente passa tantas horas do nosso dia”, acrescenta a professora.

Gilmara Xavier, do Napps, destaca que o contato com a natureza ajuda a reduzir os níveis de estresse e ansiedade, melhorando o humor e reduzindo os sintomas de depressão. “Os ambientes naturais e espaços arborizados podem estimular a criatividade e a produtividade, além de oferecer um ambiente tranquilo para relaxar e se desconectar do estresse diário”, diz ela, acrescentando que a presença desses ambientes no Campus se complementam com as outras iniciativas de cuidado com a saúde mental da Unit, pois oferecem um espaço para práticas de mindfulness e meditação; podem ser utilizados para atividades de terapia ao ar livre ou grupos de apoio; promovem a conscientização sobre a importância da natureza para a saúde mental; e integram-se às iniciativas de promoção da saúde mental, como palestras, workshops e campanhas de conscientização”, ressalta Gilmara.

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